sexta-feira, 19 de abril de 2013
terça-feira, 12 de março de 2013
segunda-feira, 11 de março de 2013
Hoje, nas Jornadas O Modelo Social Europeu / O Estado Social na Universidade Lusófona do Porto, falei sobre como a Constituição Material se identifica com esse modelo, que está também na Constituição formal, mas que tem sido olvidado pelo estado de exceção em que alguns já se terão resignado a viver. Espero ter tempo para passar a texto escrito o que disse. Aprendi muito com muitas intervenções, e pude aperceber-me de quão diferentes são as perspetivas para o problema. Não tendo havido (que eu tivesse ouvid) ninguém que tenha posto em causa o Estado Social, na verdade o que se entende por o que é e possa ser é muito diferente. E não basta uma definição para resolver o problema.
Na verdade, ou se sente ou não se sente no coração e na cabeça o Estado Social. Foi uma grande tarde, em que o público pôde aproveitar muito - menos, é claro, da minha modesta intervenção.
Nem sempre os eventos têm fotógrafo que nos faculte uma recordação do mesmo. Esta veio rapidamente, de um membro da assistência, a quem penhoradamente agradeço.
Na verdade, ou se sente ou não se sente no coração e na cabeça o Estado Social. Foi uma grande tarde, em que o público pôde aproveitar muito - menos, é claro, da minha modesta intervenção.
Nem sempre os eventos têm fotógrafo que nos faculte uma recordação do mesmo. Esta veio rapidamente, de um membro da assistência, a quem penhoradamente agradeço.
segunda-feira, 30 de julho de 2012
sábado, 28 de julho de 2012
terça-feira, 24 de julho de 2012
ELOGIO DA INDAGAÇÃO
Tudo é desencontro ou ilusão.
Se do indício claro desconfias
E se recuas à voz que não ouviste
É certo que fundas sabedorias
Já de tonta surdez te acusarão
E acabarás por ver o que não viste.
Tarde demais, porém. Desilusão.
Se ao contrário, te adentras na floresta
E ao chamado da Terra toda vais
Na clareira do tempo a grande festa
Está calada, oscura, e nada mais.
Daí que o limbo seja teu signo a fogo
Impresso em tua fronte como lua
Não podes crer nas ilusões do jogo:
Escolha ou não escolha não é tua.
Votada estás ao só suplício atroz
Invejas mil e sem razão suscitas
Não creriam s’essas penas aflitas
Confiasses a outrem, ‘nda a sós.
Não sei se rasgarás este teu fado
Não sei se sortilégio se desfaz
Não sei se algum dia um anjo alado
Virá resgatar-te as horas más.
Sei só que entr’essa gente ignara
Que contigo se cruza pelas ruas
Resplandece clarão em tua cara.
Infeliz, sim, mas querida pelas Musas.
Tudo é desencontro ou ilusão.
Se do indício claro desconfias
E se recuas à voz que não ouviste
É certo que fundas sabedorias
Já de tonta surdez te acusarão
E acabarás por ver o que não viste.
Tarde demais, porém. Desilusão.
Se ao contrário, te adentras na floresta
E ao chamado da Terra toda vais
Na clareira do tempo a grande festa
Está calada, oscura, e nada mais.
Daí que o limbo seja teu signo a fogo
Impresso em tua fronte como lua
Não podes crer nas ilusões do jogo:
Escolha ou não escolha não é tua.
Votada estás ao só suplício atroz
Invejas mil e sem razão suscitas
Não creriam s’essas penas aflitas
Confiasses a outrem, ‘nda a sós.
Não sei se rasgarás este teu fado
Não sei se sortilégio se desfaz
Não sei se algum dia um anjo alado
Virá resgatar-te as horas más.
Sei só que entr’essa gente ignara
Que contigo se cruza pelas ruas
Resplandece clarão em tua cara.
Infeliz, sim, mas querida pelas Musas.
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